Conexão e Desconexão
- MB Comunica-te

- 6 de mai. de 2021
- 2 min de leitura
Quando iniciei uma pesquisa sobre Conexão e Desconexão como Google Trends, me apareceu uma frase do Instituto Reichiano que dizia: “No corpo registramos as impressões do mundo e nos recolhemos em momentos de dificuldade”. Podemos associar aí a necessidade natural, embora nem tão possível no dia a dia, de se conectar ou desconectar.
Mas o que me chama muito a atenção é sempre a busca para fora e nunca para dentro. E aí, imediatamente após esse pensamento dou de cara com uma frase dizendo “Não perca a sua autenticidade reproduzindo comportamentos que estão na moda”.
Está nítido o quanto então temos cada vez mais encontrado fora as questões que nos despertam para dentro. E, estamos conscientes?
Nessa busca sobre esse assunto tão em voga, descobri que Google já criou o Think With Google! Um lugar que traz tendências de consumo, estratégia e futuro de marketing. Lá de fato você se convence sobre a virada que tivemos que dar nessa chave para repensar a maneira de se conectar com tudo ao nosso redor – especialmente com o aparecimento da pandemia.
Também é possível enxergar o quanto estamos aprendendo sobre nós mesmos, no que diz respeito a olharmos juntos, coletivamente. E sinto que isso nos deu grounding nesse momento. Não é apenas sobre o conectar ou desconectar, mas sim, como psicoterapeutas, continuar sendo nós mesmos no ofício de ajudar as pessoas – em seus pequenos ou grandes momentos, não importa. Muitas lives rolaram, TikToks, any ideias bacanas foram lançadas, mas manter o foco do nosso trabalho ajudou muito mais.
É que penso que em tempos de incertezas, fica difícil saber por onde começar – e eu particularmente, sempre escolho ficar com o clássico! A pandemia impactou a todos de maneiras diferentes, mas nós sempre tivemos uma narrativa poderosa, capaz de tocar as pessoas: acolhimento, escuta, empatia e essa é a mensagem que nos importa de verdade.
O que vejo é que as pessoas estão buscando se conectar com isso: empatia, contribuição social. Googlando quem está à disposição de ser prestativo em ajudar a enfrentar desafios. E em todas as áreas: gênero, idade, necessidades especiais, raça, credo. Porque talvez estejamos vivendo um momento entre parecer ser ousadia querer viver tanto.
Minha esperança é que essa ousadia seja igualitária de forma humana. E vi que o meio empresarial pode iniciar esse movimento de forma consciente e incentivadora. Ontem descobri que a startup Stilingue, que é uma startup brasileira de software de análise de dados, lançou a iniciativa “Repous.ai”. O CEO da empresa anunciou que todos os funcionários terão folga remunerada de uma semana no início de maio.
E que a iniciativa é um convite aos funcionários se conectarem com sua saúde e sua família. A Stilingue é líder no Brasil no uso de Inteligência artificial e defende que pausar é tão relevante quanto acelerar.
A Exame divulgou recentemente que folgas para evitar esgotamento no trabalho vem se tornando mais comuns nas empresas de tecnologia. O Linkedin deu uma semana de folga aos funcionários, o Google um dia de folga para o bem coletivo e o Facebook também permitiu que os funcionários tirassem a semana de folga.
Que isso sim, vire rotina!





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