Uma reflexão sobre nossa identidade.
- MB Comunica-te

- 17 de jun. de 2021
- 2 min de leitura
A ideia é trazer uma reflexão sobre o quanto as redes sociais se tornaram uma arena de competição, intolerância, estresse e recentemente ainda fez nascer o sentimento de dívida – um sentimento de “não fiz o que deveria ter feito”. E isso quem fala é o psicanalista Jorge Forbes, na coluna dele na Revista HSM Management. Ele conta que o mundo mudou radicalmente e que vivemos uma enorme crise de identidade.
O futuro sempre soubemos que não dava para desvendar, ok, mas sabíamos ser minimamente “planejável”. Penso que a pandemia nos trouxe agora um futuro incerto onde além de tudo temos que tentar manter alguma sanidade, e num lugar então completamente indefinível! O Forbes inclusive fala sobre aprender a exercer uma inusitada liberdade.
E aqui eu gostaria de trazer duas denominações que estão muito em voga na tela que são flourishing – que significa florescer, forte senso de significado e que é o oposto de languishing, que significa definhar, o vazio entre a depressão, pode entorpecer sua motivação e tem sido apontado como sendo a emoção predominante em 2021.
Sinto que as emoções estão um milhão por cento mais afloradas e é aí que quero chegar: Estamos conseguindo mesmo abranger tudo? Sermos honestos? As redes sociais, afinal, se tornaram numa janela que expõe ou separa? Podemos ser o que quisermos ali.
No artigo do Jorge Forbes, tem uma fala dele interessantíssima, que diz: “o presente é inexorável. Melhor legitimá-lo, captá-lo em sua nova forma, perceber a imensa chance de viver uma humanidade em nova clave. A música mudou! A música desse novo mundo não busca o consenso de cantar junto a mesma canção do Roberto. A música atual prefere articular diferenças – se dança junto, com movimentos díspares. Tanto que o ditado até mudou: hoje é “a liberdade de um começa com a liberdade do outro”.
Para terminar deixo a conclusão do artigo, onde o psicanalista diz: desista de privilegiar ser aceito pelo outro, o espelho quebrou e seus cacos se misturaram. Nossa identidade não se acalmará no lago pacífico de Narciso. Nossa identidade encontrará seu caminho ao suportar a singularidade muitas vezes incompreensiva de nossas escolhas. Não se explique e nem se justifique – não porque você seja autoritário ou arrogante – mas porque há que ser humilde em reconhecer que não há um outro a se oferecer compreensão e pedir aplauso. Isso virá na lógica do encontro.





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